O NOSSO TEMPO

tenho aprendido com o tempo,
que a felicidade vibra,
na frequência das coisas mais simples...
como a doçura contente de um cafuné sem pressa...
como os instantes que repousamos os olhos em olhos amados...
como aquele poema que parece
que fomos nós que escrevemos...
como o toque da areia molhada sob os pés descalços...
como o sono relaxado e tranquilo
que põe todos os sentidos pra dormir...
como a presença da intimidade legítima e verdadeira...
como o banho bom que devolve forças ao corpo...
como o cheiro de quem se ama...
como essas coisas...
como outras coisas...

simples assim...

como o nosso amor...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Doçura...


é a maestria dos sentidos:
olhos que vêem
o fundo das coisas,
ouvidos que escutam
o coração das coisas,
boca que fala
a essência das coisas,
doçura é o resultado
de uma longa jornada interior
ao âmago da vida
e a habilidade de lá
descansar e assistir,
o que é
realmente doce
nunca pode ser
vítima do tempo,
porque doçura
é a qualidade da pessoa
cuja vida tocou a eternidade...

Brahma Kumaris
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Bom caminhar...


eu me importo,
mesmo,
é com as possibilidades,
com o que pode ser,
com o que estar por vir,
não me apego aos detalhes do que já foi,
não fico observando as pegadas
que ficaram para trás,
quero mesmo saber,
é dos passos que ainda darei,
das estradas por onde posso caminhar,
o que um dia não foi,
os caminhos que não deram certo,
já não importam mais,
o que quero é olhar para frente,
despontar novos horizontes,
caminhar com passos largos
em um nova direção...



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Saciados de prazer....


nossos corpos além do desejo,
nossos lábios que tocam a pele
quente e arrepiada,
mãos vorazes
que exploram pontos sensíveis,
carícias quentes
que nos levam ao delírio,
bocas que sussurram,
lábios que beijam
línguas que arrancam suspiros
e que levam à loucura,
eu, você,
uma paixão envolvente,
um desejo que nasce
de dentro do corpo
e que aflora através da pele,
um desejo que entorpece,
que leva os nossos pensamentos
para um lugar distante,
um sabor de pele suada,
um gosto de você na boca,
um querer estar presente
mesmo estando ausente
um jeito faceiro de fazer amor,
de envolver,
a vontade louca de sentir você,
o desejo inebriante de sentir seu toque,
as mãos que buscam seu corpo
em meio aos lençóis
o corpo que treme,
a voz que geme,
grita,
e finalmente,
nossos corpos entregues,
saciados de prazer....




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uma paixão...






depois disso tudo,
só tenho uma certeza:
a praia conserta tudo...





domingo começa o horário de verão,
eu adoro,
saio do trabalho e ainda é dia,
tenho a sensação
que vou aproveitar mais ao lado do meu marido,
e claro agora,
ao lado da Valentina,
aproveitem o final de semana,
na praia se possível...
volto segunda!!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Para aprender...


todos estamos de visita neste momento
e lugar,
só estamos de passagem,
viemos observar,
aprender,
crescer,
amar
e voltar para casa...


(provérbio Aborígene Australiano)
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sempre amor...


uma história de amor
é construída com alguns parágrafos,
pontos,
muitas vírgulas,
muitas reticências,
e um punhado de tempo,
algumas,
encontram um fim,
aquele ponto final pintado
de preto no canto da página,
outras permanecem em andamento,
modificadas
pelo tempo implacável,
algumas até,
mantém aquele sabor agradável
e a vontade de querer sempre mais,
ainda assim,
acredito que toda história de amor
é digna,
é única,
é especial,
afinal,
o sentimento maior
existe o tempo necessário
para ser uma história bonita,verdadeira,
e intensa,
mesmo que por poucos capítulos,
amor é, e será sempre amor,
e posso afirmar por experiência própria,
somente o amor é transformador...



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Acima de tudo...


que eu continue com vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida,
que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que,com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas,
que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
sentir,entender ou utilizar essa ajuda,
que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo
escurecem meus olhos,
que eu realimente a minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes
tão fortes quanto o sucesso e a alegria,
que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo,
que eu pratique mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses,
e,acima de tudo,
que eu lembre sempre que todos nós
fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida,
criada por alguém bem superior a todos nós,
e que as grandes mudanças não ocorrem
por grandes feitos
de alguns
e,sim,
nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós...

um achado
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Somos queijo Gorgonzola...


Estamos envelhecendo,
estamos envelhecendo,
estamos envelhecendo,
só ouço isto.
No táxi,
no trânsito,
no banco,
só me chamam de senhora.
E as amigas falam
“estamos envelhecendo”,
como quem diz
“estamos apodrecendo”.
Não estou achando envelhecer esse horror todo.
Até agora.
Mas a pressão é grande.
Então, outro dia,
divertidamente,
fiz uma analogia.
O queijo Gorgonzola é um queijo
que a maioria das pessoas que eu conheço gosta.
Gosta na salada,
no pão,
com vinho tinto,
vinho branco,
é um queijo delicioso,
de sabor e aroma peculiares,
uma invenção italiana,
tem status de iguaria
com seu sabor sofisticadíssimo,
incomparável,
vende aos quilos nos supermercados do Leblon,
é caro e é podre.
É um queijo contaminado por fungos,
só fica bom depois que mofa.
É um queijo podre de chique.
Para ficar gostoso tem que estar
no ponto certo da deterioração da matéria.
O que me possibilita afirmar que não é pelo fato
de estar envelhecendo
ou apodrecendo
ou mofando
que devo ser desvalorizada.
Saibam:
 vou envelhecer até o ponto certo,
como o Gorgonzola.
Se Deus quiser,
morrerei no ponto G da deterioração da matéria.
Estou me tornando uma iguaria.
Com vinho tinto sou deliciosa.
Aos 50 sou uma mulher
para paladares sofisticados.
Não sou mais um queijo Minas Frescal,
não sou mais uma Ricota,
não sou um queijo amarelo qualquer
para um lanche sem compromisso.
Não sou para qualquer um,
nem para qualquer um dou bola,
agora tenho status,
sou um queijo Gorgonzola.

Maitê Proença
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